sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A Ditadura da Religião

Religião é uma idealização equivocada, um capricho doentio, uma carência afetiva insaciável, um sadomasoquismo disfarçado de outra coisa muito pior, um mal desnecessário, um estado constante de rebelião em relação a DEUS, um flerte histórico “politicamente correto”, um mecanismo de defesa instintual primitivo, um código comportamental fixo, um mundo de aplicabilidades estéticas, uma lorota bem-vinda, porém, extremamente respeitada.

Tudo porque, de fato, o que Dela se produz, além das crendices e culturas apropriadas ao ambiente febril que lhe é peculiar, são as máscaras plásticas da ilusão e da fachada moral repressora. Num certo sentido, em linhas gerais, isto explica a manifestação sangrenta de tantas crueldades, loucuras, surtos, neuroses, suicídios, bacanais, depressões emocionais, guerras, conflitos, desamores, ateísmos e muita maldade feita em nome de uma suposta divindade intitulada : “deus”.
Mesmo assim, as chamas deste vil fogareiro do inferno da lógica e da razão humanas, continuam cada vez mais vivas, devorando sem piedade aqueles que se viciaram nos credos, dogmas, doutrinações, hierarquias, sacerdotes, teologismos, manipulações, liturgias, sistematizações, decretos infalíveis do imediato, alienações sectárias, fórmulas empíricas, determinismos ocos, fanatismos desvairados e de alguns outros mitos flutuantes no mundo cujo espírito prevalecente gravite em torno de questões como estas. O negócio é tão perversamente amalucado que se o teor das opiniões defendidas vierem imantadas com a unção da política religiosa dominante, pode-se matar, odiar, excluir, banir, maquiar, perseguir, aterrorizar, espoliar e dizimar a qualquer um que ousar apenas pensar diferente.

Não tenho dúvida, a religião é a maconha, a cocaína, a heroína, o LSD, o crack, a droga sintética, ludibriadoras, do povo. Dependendo do lugar, a dependência é maior ou menor. Destrói depressa ou vai adiando o trágico fim. Mais o torpor mental adquirido é sempre o mesmo. Como, então, deve de se dar a relação HOMEM-DEUS ou DEUS-HOMEM ? Muito fácil . Pegue a PALAVRA DO EVANGELHO e PRATIQUE-A no chão da vida todos os dias , enquanto se vai no caminho e verificar-se-á que sem médiuns e sem arrazoados requintados, principalmente nas câmaras mais profundas do coração, que DEUS É ESPÍRITO e importa que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade ( se não for assim é mentira ) ; que só há UM mediador entre DEUS e os homens: JESUS CRISTO, homem; que ELE é o CAMINHO, a VERDADE e a VIDA; que DEUS estava em CRISTO reconciliando consigo mesmo os homens, por uma razão única: Porque pela GRAÇA é que somos salvos, mediante a fé, e isto não vem de nós, é dom de DEUS; não vem das obras para que ninguém se glorie. JESUS DISSE: Vinde a mim , todos vós que estais cansados e sobrecarregados (também com a “ditadura da religião”) e EU vos aliviarei, tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que SOU manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas. Pois o MEU jugo é suave e o MEU fardo é leve .

Marcelo Louzada - ESTAÇÃO CAMINHO DA GRAÇA - RIO DAS OSTRAS - RJ

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Precisamos ?!




NÃO PRECISAMOS DE MAIS UM FERIADO RELIGIOSO EM NOSSO PAÍS. Precisamos sim, fazer de cada dia, dia de serviço à Deus e às pessoas. 

NÃO PRECISAMOS SER O MAIOR PAÍS EVANGÉLICO DO MUNDO.Precisamos sim, ser um país justo que valorize às pessoas de um modo que a imagem e semelhança do Criador seja restaurada em cada cidadão brasileiro. 

NÃO PRECISAMOS DE DECLARAÇÕES PROFÉTICAS. Precisamos sim, de pessoas que vivam de tal modo a FÉ CRISTÃ, que resulte em transformação da realidade brasileira. 

NÃO PRECISAMOS DE MARCHAS DE MILHÕES EM UM SÓ DIA. Precisamos sim, de milhões de pessoas em cada dia servindo com amor ao outro em todos os lugares deste país e do mundo. 

NÃO PRECISAMOD DE “MONTANHAS DE SAL” SOB HOLOFOTES. Precisamos sim, do sal diluído de um modo que desapareça entre milhões de pessoas, mas, que o resultado seja uma sociedade com sabor de dignidade. 

NÃO PRECISAMOS DECLARAR QUE JESUS É DONO DE ALGO. Precisamos sim, viver desejando ser tão parecido com Ele, que fique claro para todos que pertencemos a Ele.

NÃO PRECISAMOS DE COREOGRAFIAS SANTIFICADAS DE PALCO.
Precisamos sim, de gente que vive no chão da vida, sob quaisquer circunstancias, o evangelho e todas as suas implicações.

NÃO PRECISAMOS IMPACTAR PELAS ESTATÍSTICAS.
Precisamos sim, impactar pela solidariedade, que nos impulsione a radicalizar no amor, na graça, no perdão, no serviço ao outro.

NÃO PRECISAMOD DE CRENDICES, HAMULETAGENS, MANDINGAS EVANGÉLICAS.
Precisamos sim, de gestos de amor incondicional ao outro.

NÃO PRECISAMOS DE “GRANDES HOMENS DE DEUS”.
Precisamos sim, de seres humanos, pessoas, gente com cara de gente servindo no mundo.

NÃO PRECISAMOS DE “ESTRELAS” DA MIDIA NA MÍDIA.
Precisamos sim, de seres humanos, que sejam sal da terra incluídos na humanidade.

NÃO PRECISAMOS DE MESTRES DO VERBO.
Precisamos sim, de mestres/pastores que quando falam os simples entendem.


NÃO PRECISAMOS DE PROMOTORES DO EVANGELHO DOS EVANGÉLICOS.
Precisamos sim, de promotores do evangelho de Jesus de Nazaré.

NÃO PRECISAMOS DE DOUTORES DA LEI OU DOGMAS EVANGÉLICOS.
Precisamos sim, de doutores da alma humana.

NÃO PRECISAMOS DE ATIVISMOS OU ATIVISTAS RELIGIOSOS.
Precisamos sim, de servos servindo no anonimato às pessoas no mundo. 

NÃO PRECISAMOS DE AGENTES DO EGO HUMANO.
Precisamos sim, de agentes que se dobrem e lavem os pés dos feridos do mundo. Do que mais NÃO PRECISAMOS ???

O que de fato nós PRECISAMOS ???

Acrescente a esta lista os itens que você identificar após refletir sobre os movimentos evangélicos e religiosos que aconteceram hoje em nosso país.

Todos os itens que carreguem o espírito deste texto que você acrescentar à esta lista, divulgarei com responsabilidade.


Carlos Bregantim.

terça-feira, 8 de julho de 2008

O que você tá esperando ?!


Nossa tentativa é de experimentar, provar e viver o eterno Vinho Novo em Odres Novos!
Isso porque existem muitos Odres Antigos, que são só odres, são só ‘containers’, eles não fazem parte do conteúdo do Evangelho.

O Evangelho é o Vinho, o resto é apenas, generacional, tem a ver com o tempo, com a hora, com a ocasião. Só que nós, cristãos, acabamos institucionalizando o Odre, e o Odre ganhou uma importância tão grande, que a gente briga, mata e morre pelo Odre, mas não tem ninguém interessado com a qualidade do Vinho!

E se é assim, nós não estamos aqui para repetir os modelos de Odres que existem, mas estamos pedindo a Deus que não nos falte o conteúdo do Vinho Novo do Evangelho para pacificar o coração de cada um, em nome de Jesus.” Agora é com todo aquele que crê!
Não adianta brigar contra a Potestade da Religião. Ela se alimenta da briga contra ela. Sim!

O ódio a alimenta e a rejeição a fortalece em seus ódios. Assim, é deixá-la! Pois, a única coisa que pode ajudá-la é justamente o ser deixada só.

Quem ama o Senhor, que ame os irmãos; e que não fique reclamando da “igreja”, nem perdendo tempo com ela e sua brigas sem fim, mas, dedique-se a pastorear as ovelhas e cordeiros de Jesus, conforme Ele disse a Pedro que fizesse. Sim!

Quem ama o Senhor e Sua Palavra, reúna os parentes e amigos e comece a adorar a Deus com eles, estudando e crendo na Palavra, orando uns pelos outros, não se intrometendo nas vidas uns dos outros, mas também não permitindo abusos de uns para com os outros, posto que o Caminho é de Graça, Amor e Perdão; e não a espinhenta vereda da disputa, da supremacia e do abuso; posto que a Graça jamais será a Graxa dos descomprometidos.

Se alguém ouvir e crer; e levantar-se para a Vida em nome de Jesus, esse é membro da Doce Revolução. Ora, só não vê quem não quer. Pois a Figueira está dando todos os sinais de que o Verão está às portas.
Nele, que nos chama a nada que não transforme segundo o Evangelho.

Cáio Fábio D'araújo Filho

segunda-feira, 7 de julho de 2008

A Fonte da Água Viva!


Muitos rodeiam a fonte, mas poucos entram nela.

Disse Jesus: “...mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (João 4:14).

Muitos falam de Cristo e poucos convertem. Muitos dizem serem cristão, poucos conhecem a Cristo. Quem conhece é conhecido.
Muitos sabem que existe uma fonte de águas vivas, poucos bebem dessa água.
Este mesmo fenômeno, aliás, se repete no mundo inteiro: Quase todo o ocidente, europeu americano e America do Sul, se dizem cristão; muitos lêem os Evangelhos, fazem sermões, conferências e escrevem poesias sobre os ensinamentos de Jesus – mas quantos orientam a sua vida pelas grandes verdades de Cristo?

Quantos desistiram dos seus sonhos para realizar o sonho de Cristo?
Quantos renunciaram sua vontade para fazer a vontade de Cristo?
É fácil andar ao redor da fonte, espelhar-se em suas águas, contemplar a sua limpidez – sem beber uma gotinha das suas águas vivas. Difícil é descer ás profundezas da fonte, beber da sua vida e vitalizar com ela todos os setores da vida.

No diálogo com a samaritana, disse Jesus: “Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva, e essa água se tornaria em ti uma fonte de águas vivas, jorrando para a vida eterna”.
No princípio, as águas parecem fluir de fora para dentro de nós; no fim, porém, verificamos que se formou dentro de nós mesmos uma fonte de águas vivas, que nós mesmos somos uma nascente – e então essas águas jorram de dentro para fora, beneficiando também os outros.

Ninguém pode ser beneficente antes de ser benevolente.
Ninguém pode fazer bem aos outros se não for bom em si mesmo.
Ninguém pode fazer transbordar as suas águas, se não tiver plenitude delas.
Ninguém pode dar o que não tem.
Somente a plenitude interna é que pode transbordar externamente.
Somente a consciência mística pode transbordar em vivência ética.
Quem não descer à profundeza da fonte, perde o seu tempo em rodear a fonte.


Por José Ribeiro (Tio Ribeiro) - Patos de Minas - MG

http://www.projetoresgatar.com.br/

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Gostosa simplicidade do Reino

Quem se ergue na ponta dos pés desejando se mostrar, não pode ficar por muito tempo nessa posição, pois logo cansará.

Quem abre demais as pernas não pode andar direito, assim como aquele que deseja abraçar o mundo com as pernas.

Quem se interpõe na luz não pode luzir, pois só projeta sombra.

Quem reivindica valor a si mesmo não é valorizado por ninguém.

Quem se julga importante acaba por não merecer importância.

Quem se louva a si mesmo não é grande, mas muito, muito pequeno.
Tais atitudes são detestáveis no Reino de Deus. Jesus disse que são abominação aos poderes celestes.

Assim, fuja também você de todas essas coisas, pois parecem inocentes, mas destroem o caminho da verdadeira vida.

Quem tem consciência da sua dignidade — que é ser veículo do amor de Deus — abstém-se de tais atitudes e atos, pois sabe que eles não combinam com os céus.
O caminho para diminuir alguém começa por primeiro engrandecê-lo. Por isto, os que querem abater alguém, primeiro bajulam-no e fortalecem-no.
 
Os maus sabem que para fazer cair alguém deve-se primeiro exaltá-lo.Os de bom coração, todavia, sabem que para receber algo, deve-se primeiro dá-lo.Tudo o que é bom nesta vida deve antes ser amadurecido pelo tempo e pelo amor. O homem fraco-flexível é mais forte que o forte e rígido, e que arrogantemente anda conforme sua própria força.Também fique sabendo o seguinte:

Quem vive nas profundezas do seu ser nem pensa em "virtuosidade", pois dele brotam espontaneamente as íntimas forças da vida.

Quem vive na superfície do existir não pode fazer brotar as forças profundas de dentro de seu ser.

Quem vive nos abismos angustiados da sua alma acaba por ignorar a bondade no seu agir.
Quem vive na superfície da sua alma age egoisticamente, visando fins externos.
O amor impele ao agir, mas não quer nada para si. O direito impele ao agir e, se não consegue o que quer, recorre à violência.
Por esta razão reconheça que quem não tem visão de Deus age por virtuosidade pessoal.
Mas quem conhece a Deus não tem virtuosidade própria, por isso age pelo amor e pela misericórdia.
 
Quem nem disto é capaz, obedece a ritos e tradições!
Mas a dependência de ritualismos é o menor grau da consciência. É mesmo o início da decadência.

Quem julga poder substituir pela inteligência a cultura do coração, se torna idiota, duro e insensato. Sendo assim, fica sabendo que o homem de Deus age por uma lei interna, e não por mandamentos externos. Bebe as águas da fonte, e não dos canais secundários. Sim, essa pessoa vai sempre à origem das coisas, e não se satisfaz com as águas trazidas por canais artificiais.Não há um versículo bíblico no que está dito, mas alguém pode negar que esse seja o espírito do Evangelho?

Quem pratica esse espírito em seu agir, ver e interpretar, esse encontra paz, e cada vez mergulha mais profundamente no conhecimento de Deus.

O Evangelho só realiza o seu benefício quando deixa de ser doutrina, e se torna espírito e vida.

O justo vive por esta fé!


 

Cáio Fábio.